O tempo passa, passa e continua passando, tudo é novo, velho, reciclado. A vida vai riscando os números do calendário e crescer não é preciso, mas sim obrigatório. Assumimos riscos, assopramos velas e nem sempre nos tornamos maduros. O tempo é um fator que geralmente não é notado, mas quando é incomoda, aperta e tira do sério. O fato é: todos querem chegar aos 60, mas ninguém quer ter 60. Rugas na pele, dificuldades diversas e uma beleza batendo a porta na cara. O que fazer? Plásticas só resolvem pra quem perdeu tempo demais.
Ah, a beleza nesse caso é o grande problema. Eu não quero crescer, aposto que ninguém quer, mas é a tendência do ciclo da vida. Ver a beleza nas mais diversas formas é o que mantém a juventude. Se aceitar e aceitar que nem sempre é preciso ser igual pra ser belo, ser padronizado pra atingir algum tipo de beleza ou todas elas. Se as rugas são bonitas em alguns cães por que diabos em nós não? Não pensem que sou adepta a rugas ein, e nem uma maluca revoltada com elas. O meu ponto é que o tempo passa e o que importa mesmo é o que aprendemos, o quanto nos tornamos nós e fugimos de produtos e imagens que são impostas, o problema não está em serem impostas, mas em sermos influenciáveis. Ser maduro é ser si próprio, é ter opinião.
O tempo é uma caixinha de surpresas, aceita aí, pra que recusar tanto um presente desses? Vai que no final venha um romance embalado, um dia especial ou uma oportunidade de emprego. Só quem permite isso é o agora e se ele não permitir, o amanhã se responsabiliza.

Bem como dizia Cazuza: “O tempo não para”.




